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Saúde, bem-estar e longevidade Não é de hoje que cientistas e médicos vêm ressaltando a importância dos hábitos saudáveis e da prática de atividade física; mas a maioria das pessoas ainda desconsidera e diz que isso não passa de exagero e modismo; é modismo; é onda; é coisa de “natureba”- dizem. Ter uma vida longa e saudável, segundo alguns estudos, está a nosso alcance desde que estejamos dispostos a seguir alimentação saudável, fazer atividade física regularmente, evitar o estresse, que é de fundamental importância para a prevenção de algumas doenças degenerativas. Esses procedimentos contribuem muito para que possamos desacelerar a ação do tempo e, se não retardamos o processo, pelo menos melhorarmos a qualidade dos dias a serem vividos. O envelhecimento sadio não é só questão de sorte ou genética. É uma conquista construída no dia-a-dia; a vida cobra seu tributo sobre alguns prazeres. Na condução de um veículo, sempre queremos ultrapassar os 120 km/h; para isso temos que acelerar. Na vida, é o contrário: temos que desacelerar para chegarmos aos 120; nos dois casos, porém, seremos “multados” quando desobedecemos às regras. Longevidade A longevidade varia muito de local para local; mas é de 120 anos. O real tempo de vida depende dos genes, do estilo de vida; é evidente que, se for auto-destrutivo, pode contribuir para uma vida curta. A maneira de alterar o processo de envelhecimento e ultrapassar os 100 anos é fazer alterações no estilo de vida, na melhoria alimentar, na higiene e na medicina. A expectativa de vida aumentou de 50 para cerca de 80 anos. O grupo que vive mais tempo é o das mulheres japonesas, com uma expectativa de vida de 83 anos. Conclui-se que uma vida longa é "conquistada" pelo ser humano. Segundo a OMS, os fatores que mais roubam anos de vida e são os grandes causadores de morte do Brasil e no mundo, são: alimentação, alcoolismo, tabagismo, qualidade da água e inalação de fumaça. O fator principal de envelhecimento é o estilo de vida. Uma boa atividade física ajuda quem se exercita a combater problemas comuns ao envelhecimento: doenças cardiovasculares, depressão, câncer, diabetes, pressão alta, aterosclerose, perda do sono e da memória. Sempre faço uma comparação da importância do hábito de vida em minha família: meu bisavô materno viveu até 118 anos; seu filho, meu avô, viveu 85 anos; meu tio, filho primogênito de meu avô, viveu 53 anos; ao que parece, meu primo, filho desse tio, não chegará aos 53 anos. É óbvio que comparei o estilo de vida deles. Nessa família está prevalecendo o hábito e o estilo de vida. Apesar dos grandes avanços da medicina (que meu bisavô não alcançou), eles têm parte importante no aumento da expectativa de vida. Sem extremismo, a pessoa consciente da importância da qualidade de vida se preocupa com a saúde, lê o rótulo de tudo o que vai usar, seja interno, seja externo; pesquisa o nome dos ingredientes contidos nas formulações dos produtos, evita ao máximo o uso de produtos sintéticos e químicos. Com rígido conceito, que está associado à qualidade de vida, as pessoas tornam-se mais criteriosas e exigentes, procurando manter um estilo de vida saudável, atentas quanto aos elementos que ingerem e ao espaço onde vivem, cuidando da natureza. O controle dos radicais livres e o uso de elementos ricos em antioxidantes podem ser de fundamental importância no processo de envelhecimento. Radicais livres são moléculas com existência independente produzidas no decorrer de nosso processo respiratório. Antioxidantes são substâncias que ajudam a combater e neutralizar os radicais livres e a reparar os danos causados; mas para enfrentar os radicais livres, o organismo necessita de mais antioxidante do que aqueles que conseguem produzir, especialmente em fases de doença ou de exposição à poluição. “Mulher está com 116 anos”, 09/12/05, às12h44min (Fonte: Reuters). |
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