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Dicas e Recomendações Para preservar as substâncias ativas, as ervas devem ser acondicionadas em recipientes (vasilhas) bem fechados, ao abrigo da luz, umidade e luz solar direta. Sempre que usar qualquer vegetal, certifique-se de seu nome botânico, porque existem plantas com mais de um nome popular. Procure sempre lavar bem as plantas, principalmente tratando-se de folhas, flores e frutos, pois podem ter sofrido ação de agrotóxicos ou conter terra ou outras impurezas. Observe sempre a parte usada da planta: folhas, flores, cascas, lenho, etc., pois outras partes podem não conter as substâncias ativas desejadas. Não use remédios naturais (como chás, cremes, etc.), se você não tiver conhecimento sobre as ervas. Em todos os casos consulte sempre um especialista. Tome cuidado ao manusear qualquer tipo de erva, mantendo-a longe das crianças. Ao adquirir chás, siga à risca as instruções abaixo: As plantas medicinais, usadas com critério, contribuem para a saúde. Identifique o quadro clínico apresentado (doença ou sintoma) e escolha a planta a ser utilizada, assim como a adequada preparação. Os prováveis efeitos tóxicos de muitas das plantas ainda são ignorados. Na medida do possível, devem ser utilizadas aquelas cujos efeitos sejam bem conhecidos, com dosagens moderadas e bem determinadas, evitando-se os excessos. As plantas medicinais devem ser adquiridas em locais ou de firmas idôneas que possam dar garantia da qualidade e da identificação correta, pois existem comerciantes que infelizmente só pensam em lucro; por isso adquirem ervas de locais poluídos, sem os devidos cuidados de manuseio e acondicionamento, secando-as em calçadas, expondo-as a pisadas e contato de animais. Não consuma ervas em pó, exceto com laudo de pureza, que comprove ter havido cuidados rigorosos na seleção, retirando-se as impurezas (pedaços de insetos, terra, pedra, terra, etc.). Na preparação, deve-se ter o cuidado de observar a dosagem das partes vegetais e sua forma de uso, pois as intoxicações sempre ocorrem de quantidades excessivas de plantas, do preparo, do uso inadequado e de plantas com efeitos tóxicos. As misturas de plantas no chá devem restringir-se a um número reduzido de espécies de indicações e uso semelhantes ou com propriedades sinérgicas. Isto deve ser evitado, em virtude das interações entre os constituintes químicos das plantas. Evite uso de composições que contenham mais que oito espécies (ervas). A forma e a freqüência de uso (banho, inalação, ingestão, etc.) também são importantes durante o tratamento. Não ingerir um litro de chá de uma só vez; tomar com intervalos regulares de um tempo durante o dia. Erva recomendada exclusivamente para o uso externo não deve ser administrada internamente. Não utilize plantas medicinais durante a gravidez, especialmente nos três primeiros meses, exceto sob acompanhamento de um profissional de saúde. Os pacientes que estiverem usando anticoagulantes e ácido acetil salicílico (aspirina) não devem usar chá de cúrcuma longa, salgueiro, limão, gengibre, cravo ou cebola. Poderá ocorrer uma potencialização da ação do medicamento. A ação fitoquímica dos produtos citados também é anticoagulante. Antes do tratamento, leia com atenção as recomendações, o modo de fazer e as dosagens. Podem se feitos dois até três tratamentos simultâneos, no caso de pessoas que tenham uma ou mais patologias. Nesse caso, deve diminuir as dosagens. No caso de uma pessoa ter que fazer o uso de várias ervas, ela deve diminuir a quantidade de gotas; por exemplo: 20 gotas para 10 gotas, uma colher de sopa para meia colher, e assim sucessivamente. Saiba sempre o momento de procurar outros recursos terapêuticos, pois a orientação médica é fundamental. A fitoterapia é uma terapia complementar dos tratamentos médicos convencionais. A escolha da forma terapêutica pode garantir a eficácia e o sucesso de um tratamento. A dose de chás, extratos ou tinturas dependem da idade do indivíduo e da gravidade da doença. Para adultos, recomenda-se a média de 15 a 30 gotas por dose; de duas a quatro vezes ao dia. Para crianças, a média é de 5 a 12 gotas, dependendo da idade; de duas a quatro vezes ao dia. Os extratos devem ser sempre diluídos em água, chás ou suco. A duração de um tratamento com ervas deve ser até o desaparecimento da doença ou sintoma. Depende também da reação de cada organismo. Erva em cápsula tem sua ação lenta, exceto as de extrato seco. Na forma de chá ou tintura, sua ação e eficácia é mais rápida. Para tornar mais fácil o cálculo de dosagens deve-se triturar, ralar ou moer a erva em flocos ou pó. Podem ser trituradas no liquidificador. Para secar ervas, coloque-as numa forma e leve ao forno na temperatura mais baixa, até secar. Guarde-as em frascos hermeticamente fechados. Toda e qualquer erva, exceto as mucilaginosas, como o psílio, pode ser transformada em tinturas. As tinturas tornam mais fácil o uso pela sua praticidade, mas as pessoas que não podem fazer uso de álcool devem optar pelo uso de chás. As ervas muito amargas, a exemplo da castanha da Índia, podem ser elaboradas na forma de tinturas que poderão ser misturadas ao mel, calda de açúcar ou encapsulada. Os produtos citados no livro encontram-se nas ervanárias, casas de produtos naturais e farmácias de manipulação. |
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