Fitoterapia
A busca de conhecimento é importante para profissional, seja ele de medicina, de farmácia, de enfermagem, de odontologia, de fisioterapia, de veterinária, de estética, de massoterapia.
Conhecer e entender de fitoterapia é importante porque a maior parte da população está se voltando para o uso de remédios de plantas, assim como de medicamento; está se difundindo, pois as pessoas buscam cura fora dos tratamentos convencionais. As plantas medicinais fazem parte dessa busca; muitas vezes pode ser a solução para muitos males ou doenças. A questão econômica e o custo financeiro da assistência à saúde provocam  desilusão crescente. As limitações dos remédios sintéticos e suas reações adversas fazem aumentar a procura pelo tratamento com plantas.
Agora com a aprovação da fitoterapia, pelo Ministério da Saúde do Brasil, as ervas devem ser mais utilizadas; conseqüentemente aumentará a procura por profissionais que tenham conhecimento de sua aplicação terapêutica e de como fazer uma interação medicamentosa, pois em algumas doenças essa interação é necessária. No Brasil, os médicos, em geral, não recomendam o uso de ervas porque pouco ou nada conhecem de ervas, já que essa matéria não é ensinada no Curso de Medicina.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, que vem incentivando o uso de ervas, 60% da população mundial faz uso de plantas, em busca de alívio de alguma dor ou doença. Um dos maiores riscos no uso de ervas é a falta de informações confiáveis e a abundância daquelas equivocadas e erradas. Até em livros, revistas e sites sobre o assunto fazem com que “pseudo-fitoterapeutas” façam indicações absurdas, sugerindo fórmulas confusas e com nomes de ervas errados, etc.
As ervas são eficazes e podem auxiliar até mesmo nas doenças, crônicas e graves; mas são seguras, se usadas de forma adequada; às vezes são até mais eficazes que um alopático, como provam centenas de estudos científicos feitos por instituições conceituadas e cientistas renomados. 
A fitoterapia é um método muito eficaz que pode complementar um tratamento, mas deve ser levado ao conhecimento do profissional que acompanha o histórico clínico da pessoa. Toda doença exige diagnóstico e supervisão médica.

Uso de ervas
Devemos ter os seguintes cuidados ao iniciar o uso de ervas; exemplos podem ser citados:
A Melissa officinalis é muitas vezes confundida com a Lippia alba, chamada erva cidreira brasileira. O uso de uma planta trocada pode comprometer totalmente uma terapia. Essas colocações indicam a necessidade de uma identificação segura das plantas, com a espécie botânica definida e o nome científico (latino) correto.
Outro aspecto importante é o conhecimento de como extrair da planta sua força curativa, ou princípio ativo. Existem várias formas de manipulação para se obter da planta o que a fitoterapia denomina produto oficinal, ou seja, os princípios ativos desejáveis para o resultado que se quer conseguir.
Outra vez tem-se que recorrer a estudos mais detalhados da planta. Um exemplo disso são as folhas de espinheira santa - Maytenus ilicifolia - que precisa passar por um processo de decocção de 12 minutos para liberar seu princípio ativo, o tanino, diferentemente da maioria das folhas, para as quais basta fazer uma infusão, colocando água fervente em cima, tampando o recipiente. Portanto, para obter o melhor resultado com o uso terapêutico das plantas é necessário identificá-las com segurança e conhecer a forma adequada de preparo.    
Um dos riscos no uso de ervas é a qualidade das informações que até mesmo em livros, revistas e nos sites sobre o assunto constam erros. No caso das ervas, é preocupante o desenfreado curandeirismo e charlatanismo que infelizmente estamos presenciando na Internet; muitos sites sobre o assunto, de forma simplista e irresponsável, fazem indicações de ervas, propondo fórmulas confusas e absurdas, com nomes errados. Por falta de fiscalização competente, a população está à mercê do aventureirismo.
Havendo falta de informações confiáveis e abundância das equivocadas sobre ervas, faz com que os consumidores críticos e mais bem-informados fiquem perdidos na selva de propaganda exagerada e afirmações sem fundamento.
Recentemente, numa revista que aborda ervas medicinais, vi uma planta com o nome científico errado; o público leigo confia cegamente porque está publicado nessa revista. Ao publicar essas informações, eles deveriam ter a assessoria de um botânico, que é o profissional que faz a identificação de plantas. Num certo livro, li uma receita que achei inconcebível, pois a autora ensinava colocar bolas de argila dentro da narina; é óbvio que fazer isso é um absurdo.
  A manutenção da saúde através do consumo de ervas medicinais e alimentos naturais tem sido objeto de diversas pesquisas; é matéria de estudos médicos e assunto de interesse de cientistas e leigos. A natureza tem substâncias que o homem não é capaz de fazer e nem reproduzir.
As ervas medicinais oferecem resultados surpreendentes; mas alguns cuidados devem ser tomados. Lembramos que um mal-estar ou um distúrbio orgânico pode ser apenas indício de uma doença mais grave; neste caso, o uso de algo com o intuito de aliviar os sintomas pode apenas mascarar uma doença.
O consumo de plantas é seguro como auxiliar de doença já diagnosticada, sendo coadjuvante dos tratamentos requeridos. Não se deve abusar; lembre-se de que as ervas medicinais são remédios, e seu consumo em excesso pode ser prejudicial.
Para aprender a utilizar as plantas medicinais, antes de tudo é necessário conhecer o próprio organismo e suas funções. O organismo é autônomo, e sua vida se mantém graças aos processos orgânicos que exerce, e as plantas medicinais podem operar como reguladoras desses processos.

Controle de qualidade
O controle de qualidade é uma grande preocupação. É preciso a ação dos órgãos competentes, tanto no que se refere à qualidade da informação, quanto na formação de profissionais e na comercialização dos produtos. Com o surgimento do interesse pelas ervas medicinais, vem a preocupação da utilização de produtos que estão no mercado, sem o conhecimento da ação de seu princípio ativo.
Exigir qualidade é indispensável; deve haver rigoroso controle dos dados que revelam a origem de plantas medicinais utilizadas nos medicamentos fitoterápicos. Geralmente não se sabe de onde vem a matéria-prima que está no mercado. A única garantia possível de qualidade será com a identificação da espécie vegetal e de sua origem Nas análises realizadas em alguns revendedores foram encontrados fungos, insetos e impurezas nas amostras.
A qualidade deve ser uma preocupação constante dos consumidores, das empresas que comercializam e dos que produzem ervas medicinais e produtos naturais; devem ser selecionados apenas produtos que obedeçam a critérios e normas de boas práticas de plantio ou de fabricação, sendo sempre sujeitos a controle de qualidade.
Existem estudos científicos que comprovam a importância das plantas, na manutenção, prevenção e promoção da saúde, mas o resultado só poderá ser obtido e garantido por produtos de qualidade, eficazes e seguros. Não se deve consumir plantas em pó; ao moer, os fornecedores infelizmente moem-nas com sujeiras, insetos, terra, pedras, etc.
Hoje o conhecimento das matérias naturais, aliado às tecnologias modernas, nos permite obter produtos de boa qualidade. Infelizmente muitas empresas acrescentam extratos de ervas em seus produtos apenas para efeito de marketing; a concentração de extrato é tão baixa que não faz efeito nenhum.

Planta medicinal
É a planta que possui uma ou várias substâncias chamadas de princípios ativos e que são responsáveis por seu efeito terapêutico; estas substâncias devem ser o ponto de partida para a síntese de produtos farmacêuticos.      

Princípios ativos
São substâncias que vão atuar como medicinais. São provenientes do metabolismo secundário das plantas e suas funções fisiológicas. Estão divididos em vários grupos, de acordo com suas funções e estrutura química.
O óleo essencial é o mais importante sob o ponto de vista econômico, embora signifique apenas 0,1% da planta. São líquidos que evaporam sem deixar resíduos, com peso específico menor do que a água, e são insolúveis em água e incolores.
Assim como os hormônios e os neuro-transmissores somente funcionam ao encontrar seus exatos receptores, também cada erva possui substâncias que somente produzem efeitos sobre determinadas células. Sua atuação pode ocorrer tanto estimulando, quanto reprimindo processos orgânicos. Cada planta contém compostos químicos que são os responsáveis por sua atividade terapêutica. Quando um composto prepondera sobre os demais e confere à planta sua principal função medicinal, ele é chamado princípio ativo. Os princípios ativos podem ser: alcalóides, bioflavonóides, glicosídeos cardiotônicos, mucilagens, óleos essenciais, taninos, etc.
Os princípios ativos podem estar em toda a planta; porém sua distribuição pelas partes é desigual, podendo ser encontrados vários princípios ativos nas folhas, frutos e raízes; as concentrações podem ser maiores ou menores nessa ou naquela parte. Nem sempre a atuação dessas substâncias opera-se sob sua forma natural; por vezes, para incrementar sua ação, partes específicas da erva devem ter um processamento diferenciado; por exemplo: aquecimento, fervura em água ou vinho, fermentação, maceração em óleo ou infusão com outros ingredientes vegetais, maceração com álcoois, pulverização.
Os princípios ativos podem sofrer alterações em sua concentração ou podem mesmo degenerar-se em virtude de estiagens, períodos chuvosos, calor excessivo, frio intenso, luz ou escuridão. A quantidade de substâncias ativas de uma erva depende da região onde é produzida e do tipo de solo.