As ervas medicinais são eficazes? São tão eficazes quanto os remédios alopáticos, às vezes até mais eficazes.

Qual é mais eficaz a substância isolada ou a planta toda? Depende. Algumas vezes, quando isolada, a substância pode potencializar seu efeito. Entretanto, cresce o consenso científico de que o constituinte de uma planta não pode explicar seu poder medicinal. Segundo esse consenso, é mais provável que a melhora seja proporcionada pelo efeito sinérgico de vários compostos diferentes. A sinergia nasce da estrutura de um sistema. ”O todo de uma planta é mais que a soma das partes, e conhecer isoladamente uma das partes não basta para conhecer o todo” (Prof. J. M. Pelt).

Uma erva pode curar várias doenças? A idéia de que um medicamento combate uma única doença não é verdadeira. Segundo explicações científicas, um remédio pode agir simultaneamente em diversas doenças, atacando um processo patológico subjacente, tal como a inflamação comum a várias doenças, como artrite e problemas arteriais.

A camomila é um exemplo: é usada contra enxaqueca; mas, devido a sua ação antiinflamatória, também é usada para alívio da artrite, problemas respiratórios e espinhas. É comum haver várias ervas relacionadas com uma mesma função orgânica; por isso, em caso de tratamentos ou prevenções, para conseguir o benefício pode-se alternar o consumo. Cada distúrbio ou método de prevenção necessita de um tipo de tratamento; mas podem-se fazer várias modalidades alternadas ou simultaneamente; exemplo: uma dor muscular pode ser amenizada com massagem, usando óleos essenciais e ao mesmo tempo tomar um chá relaxante.

Quais doenças podem ser tratadas com ervas? Todas podem, porque nas ervas encontramos fitossubstâncias com atividade antiinflamatória, anticoagulante, antibacteriana, antiviral, analgésica, antiúlcera, antialérgica, etc.

Há provas científicas que confirmam a eficácia e a segurança das ervas? Centenas e centenas de trabalhos científicos têm confirmado a eficácia e segurança, tanto que, em universidades, como a de Harvard, a credibilidade das ervas tem despertado tanto interesse que muitos estudos científicos demonstram o valor das ervas e estão sendo publicados em periódicos científicos de prestígio, como He. Lanceta, British Medical Journal, New England Journal of Medicine, Journal of the American Medical Association.   

O uso de erva pode reduzir os índices de doenças causadas por uso de remédios alopáticos? Pode reduzir e até eliminar algumas das conseqüências severas dos remédios, tanto em termos de sofrimento humano, quanto em custo econômico, reduzindo até o tempo de internamento. Deveríamos explorar mais a ação das ervas, já que estão sendo testadas amplamente e usadas com aprovação em muitos países que têm padrões científicos rígidos. Parte das reações adversas poderá ser evitada, pois anualmente milhares de pessoas são hospitalizadas devido a reações adversas a medicamentos, contraindo doenças, perda de memória, fraturas devido a quedas, todos induzidos ou causados por efeitos de remédios. Segundo a OMS-Organização Mundial da Saúde- 60% das doenças têm uma etiologia de origem iatrogênica, ou seja, foi provocada por um medicamento.   

Por ser natural, se não fizer bem mal não faz? As ervas não estão isentas de risco. “Natural” não significa “benigno”. São superpotentes, o que as torna muito eficazes no tratamento de doenças; mas devem ser usadas com cuidado e com conhecimento, pois podem ser prejudiciais, porque também têm efeitos colaterais e até contra-indicações. Os possíveis perigos e as instruções para o uso adequado dos remédios naturais devem estar claramente impressos nos rótulos.  

O médico deve saber que seu cliente usa ervas? As pessoas buscam cura mais segura fora dos tratamentos convencionais, mesmo diante da resistência da medicina; mas devem informar o médico, se vão fazer ou estão fazendo uso, especialmente quando se trata de método medicamentoso. No caso das ervas, existe risco de interação medicamentosa, reações de superdosagem, porque se corre o risco de fazer uso de uma mesma substância na forma sintética e natural; um exemplo é o ácido acetil salicílico e o chá de salgueiro; esse chá contém essa substância de forma natural, podendo até ocorrer uma hemorragia.     

As ervas são usadas de forma empírica? É por isso que foram consideradas como aberrações de povos sem cultura; mas, como diz Doutor Gordon (médico), a eficácia de um remédio reside em seu uso bem-sucedido e nem sempre só no estudo científico controlado. A maior parte dos estudos científicos teve início a partir das informações empíricas. A fitoterapia não é mais empírica, mas científica; isso ocorre no momento em que o público e os médicos tomam consciência dos efeitos iatrogênicos da maioria dos remédios sintéticos. Graças aos estudos científicos, muitos princípios ativos estão sendo descobertos, e o empirismo contribuiu para a renovação da fitoterapia de nossos ancestrais.           

Ceticismo em relação ao uso de ervas. Felizmente essa atitude com relação aos tratamentos com ervas está mudando; muitas universidades de prestígio cada vez mais estão testando ervas e comparando sua eficácia e segurança com os remédios sintéticos. Tenho visto alguns comentários feitos por profissionais da área da medicina sobre erva, que me levam a entender que mesmo desconhecendo-as, eles se atrevem a emitir opiniões dizendo: cuidado, não tomem, etc, etc.

Alguns comentários até que são prudentes, pois a todo momento ouvimos dizer que determinada erva cura isto, cura aquilo. Eu até ironizo que cura desde dor de cabeça a bicho de pé. Mas ignorar tantos trabalhos científicos que vêm mostrando que as ervas medicinais podem auxiliar na cura ou na melhora de doença, inclusive crônicas e graves, não dá mais.

Não é um efeito placebo? A idéia de que seja “placebo” está desaparecendo com as evidências científicas. Muitos ainda pensam dessa forma. As pessoas ainda consideram como não científico o medicamento fitoterápico, porque ele não está de acordo com a teoria da “solução mágica”, segundo a qual uma substância química específica combate apenas uma doença ou sintoma específico.     

Cito alguns exemplos: São muitos, mas vou destacar o caso da Sandra. Ela foi submetida a uma cirurgia de histerectomia. Depois de 48 dias, ainda estava com o corte cirúrgico aberto, com um quadro infeccioso que resistia à antibioticoterapia (mesmo não sendo diabética). Com as sugestões que fiz, conseguimos controlar a infecção e promover a cicatrização em uma semana.

Dona Ruthe, 74 anos, com artrose nos dois joelhos e degeneração em várias vértebras, teve indicação de cadeira de rodas, pois não conseguia mais andar, sentindo dores permanentes. Em dois meses, livrou-se das dores e agora já está até fazendo atividade física.      

Por que as pessoas estão procurando esses recursos naturais? Uma das razões é que nosso sistema de saúde convencional é muito deficiente; estamos com muitas doenças crônicas, tratadas inadequadamente. A medicina convencional, de sucesso fantástico no tratamento de infecções abrangentes, emergências cirúrgicas e médicas e defeito congênito, não tem sido capaz de controlar a evolução ou o avanço de muitas doenças. Ao passo que “simples abordagens” com elementos naturais podem aliviar uma dor, controlar a evolução de uma doença e às vezes até curá-la. 

Esta procura é uma volta às raízes? O público está tomando consciência de que a saúde começa por uma alimentação saudável, e que esse retorno aos métodos naturais, hoje validado por milhares de estudos científicos, tem menos efeitos colaterais e não causa danos à saúde; é uma opção inteligente. A força social e econômica, os custos de assistência à saúde elevados, a desilusão crescente com as limitações e os riscos da medicina altamente tecnológica, preocupações com as reações adversas dos remédios sintéticos, contribuem para a busca de algo mais seguro.         

Aprovação da medicina. Em certo programa de TV, um telespectador me questionou dizendo: as ervas são coisas de curandeirismo e não têm comprovação científica e nem aprovação da medicina. Logo percebi como ele era desinformado, porque em torno de 25% dos remédios contêm ervas ou se originaram delas. Muitos estudos bem conduzidos têm comprovado sua eficácia e segurança. Como esperar aprovação de quem desconhece as ervas, pois as instituições que formam os médicos não têm fitoterapia em sua grade curricular. Eu, particularmente, se não tivesse contrariado a opinião do médico, teria amputado uma perna, porque era a única opção para meu caso, naquela época. É óbvio que foi alegado que o uso de planta era coisa de curandeirismo, que não tinha comprovação científica e nem da medicina, mas foi algo que, mesmo sem comprovação, poupou-me esse drástico procedimento.

Aprovação da fitoterapia: Com a aprovação da fitoterapia pelo Ministério da Saúde, os cursos de medicina devem incluir essa modalidade para os futuros formandos da área de saúde, médicos, enfermeiros, etc. Então teremos profissionais aptos para indicar com segurança, se entenderem das duas faces da moeda: a alopatia e a fitoterapia. O público, quando o caso clínico for possível, pode optar por medicamentos menos agressivos e sem o risco de estar à mercê dos “curiosos” das ervas, que fazem indicações sem mesmo conhecer a anatomia e a fisiologia do organismo e a etiologia de uma doença.  

Automedicação: A automedicação com ervas tem os mesmos riscos dos remédios convencionais. Dependendo da planta e da dose administrada, pode acarretar danos irreversíveis e até mesmo envenenamento. Isso ocorre devido à dificuldade de se avaliar a diversidade de substâncias contidas numa planta e a interação das moléculas de seu organismo com drogas sintéticas. Diante do uso indiscriminado de plantas medicinais, tornam-se necessários estudos científicos, visando esclarecer a população quanto aos riscos e benefícios oferecidos por essa terapia, bem como guiar pesquisadores na descoberta de compostos bioativos seguros.         

Fitoterapia é o método que mais cresce: A fitoterapia é o método de tratamento que mais cresce no Brasil e no mundo. Em anos recentes, houve incremento no uso de plantas medicinais. O assunto tem recebido cobertura da imprensa e de publicações leigas, muitas vezes não críticas e não confiáveis, e algumas até perigosas, com indicações e dosagens absurdas e erradas. Com esse crescimento, cresce também a preocupação e aumentam as intoxicações e o risco de reações adversas. Para garantir a segurança do uso de plantas medicinais e remédios derivados delas, são necessárias não apenas medidas de controle, mas também um esforço substancial em informar o público e na educação profissional.  

Venda Livre: Uma vez que as plantas medicinais são classificadas como produtos naturais, a lei permite que sejam comercializadas livremente.

Infelizmente, persistem muitos erros como: falta de registro (medicamentos apenas com protocolos ou com citação de artigos de leis federais que não estão mais em vigor; falta de qualidade. Inocuidade (usos de espécies cujos efeitos foram negativos em estudos científicos); venda de “compostos” com muitos componentes; medicamentos “camuflados” como alimentos. Alimentos e chás citados como” isentos de registro”, mal acondicionados, etc. Muitas irregularidades. Diante dessa situação é necessário fiscalização e campanhas com publicações de informativos sobre as normas dos chás e fitoterápicos, pois a população informada, vai fiscalizar.

Uma alternativa ao uso de remédio sintético: A fitoterapia é uma alternativa ao uso de remédios sintéticos, geralmente mais caros e agressivos ao organismo; mas pode oferecer riscos à saúde, quando não utilizada na dose adequada. Quanto a ser mais barata também é um conceito que nem sempre é verdadeiro, pois alguns fitoterápicos, dependendo da complexidade de sua produção, podem ter custos similares aos dos   produtos sintéticos. Existem plantas que chegam ao Brasil por R$ 1.700.00 reais o quilo.      

Fé no chá: Até recentemente as pessoas recebiam a informação de que para o chá funcionar tinha que ter fé. Felizmente, com o envolvimento da ciência e com a tecnologia disponível, hoje podemos mostrar que a erva age porque tem seus princípios ativos; não é necessário ritual para o chá fazer efeito. Ainda existem aqueles que empregam muito misticismo, dizendo que a erva tem que ser colhida na sexta-feira; outros que tem que ser sete ervas ou sete galhinhos, etc. Os absurdos são tantos que, no movimento carismático, o padre disse que eu teria que renunciar às ervas para participar desse movimento, pois o uso de ervas era coisa de curandeirismo.      

Nome Científico, nome popular ou apelido: O nome científico (botânico) é o verdadeiro nome da planta, conhecido em qualquer país do mundo; já os nomes populares são apelidos regionais. Utilizar nomes populares para identificar uma planta é um risco; o ideal é sempre utilizar o nome científico. Situação perigosa é o fato de uma mesma planta possuir um ou vários nomes populares, ou ainda diversas plantas possuírem o mesmo nome popular; isso leva à confusão para o usuário, que pode estar utilizando uma planta que não tenha o princípio ativo necessário para seu caso ou que não tenha o valor terapêutico desejado. A Calêndula officinalis, por exemplo, é chamada de maravilha-de-jardim, bem-me-quer, e muitos outros nomes.    

Os “misturebologistas”: Intitulam-se como “fitoterapeutas”; infelizmente fazem misturas de ervas e indicações extravagantes, que podem causar danos à saúde. Cito alguns casos para que se entenda o risco e a gravidade. A senhorita Carol, após assistir a uma palestra de um pseudo-“fitoterapeuta”, e sob sua sugestão, passou em seu rosto o óleo de copaíba; ela teve queimadura grave.

Um jovem de 15 anos, para curar sinusite, pingou na narina esse mesmo óleo; precisou ser hospitalizado devido aos danos sofridos na mucosa nasal.

A senhora Semei passou em seu rosto o leite de uma planta que, além de causar queimaduras graves, também causou danos aos olhos.

Recentemente numa reportagem em certo canal de TV, vi uma professora que excursionava com seus alunos numa aldeia; pediu uma sugestão ao senhor XX para tirar as manchas de sua pele; ele sugeriu-lhe o tal leite da mesma planta que causou as queimaduras na senhora acima citada.     

Poções mágicas: As poções encontradas em lojas de produtos naturais, farmácias, supermercados e serviços de reembolso realmente surtem efeito? Suas promessas são extravagantes; parecem curar tudo; não são um risco? Fico estarrecida com as propriedades alardeadas de alguns remédios naturais, com algumas “misturebas”, contendo até 30, 40 e 50 ervas. As pessoas têm que buscar informação e cuidar com essas abordagens comerciais nas quais muitos remédios naturais são promovidos de forma excessiva, subestimando seus riscos e nem sempre fazendo o que prometem. Outro exemplo recente foi o da propaganda da casca de crustáceos: muitas pessoas são alérgicas a camarão; por falta de terem sido alertadas, tiveram reações sérias que as levaram à internação. 

As curas milagrosas na internet: A Internet tornou-se um grande instrumento de difusão de informações, mas por outro lado, isso também permite a disseminação de informações incorretas ou até mesmo prejudiciais. Como o usuário vai distinguir o que é informação séria e separar a informação útil da inútil, ou seja, como separar o joio do trigo? A Internet é como um papel em branco, aceita de tudo e abre espaço para todos, inclusive os charlatões.

      No caso das ervas medicinais e produtos naturais estamos em um mar de conteúdos dos mais diversos. Com fontes obscuras, alguns donos de site de ervas até dizem que fazem isso por hobie. É necessário tomar cuidado com as curas milagrosas, o anúncio de ervas que curam toda doença, propostas de cura de câncer e AIDS, etc. O usuário tem que comparar, “filtrar" as informações e conferir se estão ou não dentro dos critérios mínimos de confiabilidade.

A extinção de planta: Ao divulgar o resultado de um estudo, deve-se primeiro certificar-se se a erva não está na lista das que estão em extinção, isso porque, quando se divulga, as pessoas correm em busca da planta para usar, e os extrativistas, de forma desenfreada, fazem a coleta, podendo acabar com a espécie. Se não houver um programa para reposição, muitas plantas importantes para a nossa saúde em pouco tempo vão acabar.    

Faltam plantas medicinais? Alguns remédios com atividade terapêutica já confirmada não estão sendo produzidos por falta da matéria-prima da erva, simplesmente porque não existe produção suficiente dessa planta para garantir essa matéria-prima. Agora, com a aprovação da fitoterapia pelo Ministério da Saúde, as ervas devem ser mais utilizadas e conseqüentemente vão faltar devido ao aumento do consumo.

A produção de ervas no Brasil é muito pequena. No ano de 2007 tivemos falta do quebra-pedra. Infelizmente, o Brasil, ao contrário do que se pensa, importa toneladas de ervas.  

Salvem plantas que salvam vidas: A Organização Mundial da Saúde estima que 80% da população mundial utiliza plantas, e as reconhece oficialmente como recurso terapêutico desde 1978. Ela recomenda aos países membros da ONU que utilizem seus conhecimentos tradicionais sobre plantas medicinais como recurso terapêutico. Demonstrando a importância da utilização desse recurso, ressaltam o lema “Salvem plantas que salvam vidas”. O Brasil é considerado um dos países com maior diversidade vegetal, abrigando 55.000 espécies catalogadas; destas estima-se que apenas 4.000 espécies vegetais sejam usadas com fins medicinais. O número apresentado pode estar muito aquém da realidade. 

Interação e integração terapêutica: Você já ouviu ou poderá ouvir: sua doença não tem cura; terá que tomar remédio a vida toda. Com a integração terapêutica, a pessoa teria a opção de outros recursos que, se não curarem a doença, poderão melhorar a qualidade de vida do doente, amenizando-lhe a dor. Um número cada vez maior de médicos está seguindo uma conduta de integração terapêutica para complementar o tratamento, procurando criar uma estratégia mais adequada às necessidades do paciente. Caso seu médico não tenha conhecimento de plantas medicinais, que ele sugira um profissional que as conheça, ou caso se mostrar cético, argumente com ele que gostaria de usar também esse recurso para complementar seu tratamento.  A fitoterapia baseada em evidências científicas e na observação cuidadosa pode e deve ser utilizada conjuntamente com a terapêutica convencional ou quando não se obtém desta os resultados esperados. O médico ou terapeuta não pode simplesmente dizer que não há mais nada a fazer, sem antes tentar esse recurso tão valioso que tem surpreendido com resultado mesmo onde outros já se esgotaram.

Por que os produtos naturais estão caros? Por falta de informação, o indivíduo realmente pode gastar muito mais por alguns tratamentos. Em estudos recentes, descobriu-se que o óleo de girassol forma um filme protetor sobre a pele por isso pode ajudar na prevenção e tratamento de escaras (ulcerações que acometem pessoas que ficam muito tempo no leito). Existem produtos com esse óleo ao qual foram acrescentadas umas coisitas a mais apenas para justificar seu preço, que chega até a R$ 60, 00, enquanto o simples e bom óleo de girassol, que custa R$ 4,00 reais o litro, é que faz o efeito. Também a ganância de alguns sistemas de venda encarecem-nos. Outros, porém, como já citei anteriormente, devem o alto preço à escassez de matéria-prima ou à complexidade na elaboração. Acrescento aqui que o óleo carreador de calêndula laranjada, elaborado em óleo de girassol, pela ação anti-séptica e cicatrizante da calêndula, é supereficaz na prevenção e tratamento das escaras. 

Se as ervas são eficazes, por que os médicos não as receitam? Muitos médicos ainda não recomendam porque não conhecem a eficácia e a segurança das ervas, por que eles não aprenderam isso no curso de medicina; daí porque não podem receitá-las. Há também muitos médicos que afirmam que tomam conhecimento de remédios naturais pelos seus pacientes.      

Cautela na sugestão de ervas: Milhares de pessoas são prejudicadas, até morrem, devido à reação adversa de medicamentos alopáticos. Contudo um caso isolado de uma reação adversa por uma substância natural, resultante de seu mau uso, é razão suficiente para a condenação dos remédios naturais? É importante ressaltar que o uso indiscriminado de ervas pode fazer mal à saúde. Não devemos fazer uso aleatório. Procuremos orientação de profissionais da área, pois algumas espécies de plantas são muito parecidas. As ervas também têm efeitos colaterais e contra-indicação.      

Manual: Vamos fazer uma comparação: quando adquirimos um eletrodoméstico, recebemos junto com ele o manual que nos ensina a utilizá-lo; no entanto recebemos a máquina mais complexa, nosso “organismo”, sem manual. Entendemos que uma das razões é porque não somos feitos em série; como prova disso, nossas impressões digitais são únicas; então cabe a nós criarmos nosso próprio manual. Para isso temos que conhecer a anatomia e a fisiologia de nosso organismo. É por isso que, quando se trata de nossa saúde, não podemos brincar de técnicos; temos que conhecer esta maravilhosa máquina e contar com a assessoria de um bom profissional, pois, apesar da evolução da medicina, suas peças dificilmente podem ser trocadas.     

É importante que cada um de nós se torne responsável pela própria saúde; ou seja o tenhamos o controle remoto de nosso organismo em nossas mãos. Não devemos colocar nossa saúde na mão de outros, pois ninguém nos conhece mais do que nós mesmos.

Onda ou Modismo: Na primavera de 1994, inspirados no filme "Como Água para Chocolate", sucesso na época, revistas, jornais e programas de TV abriram espaço para as flores comestíveis. O filme mostrava a receita de um prato de codornas em pétalas de rosas que despertou o interesse para se comerem flores e na onda do filme, os veículos de comunicação passaram a dar destaque ao assunto. Passou a onda do filme, esqueceram, mas tomar chás ou comer saladas de flores não deveria ser encarado como onda, modismo ou coisa de natureba, (infelizmente algumas mídias tratam esse assunto com desdém), pois, além de propiciar saúde nas plantas e flores medicinais, podemos encontrar respostas para a cura de muitas doenças, porque percebemos que, apesar da evolução das drogas sintéticas, todo esse arsenal possui muitos efeitos colaterais e, na maioria das vezes, está limitado a apenas aliviar e até mesmo mascarar os sintomas, não conseguindo sequer controlar a evolução de uma doença.